quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Comissões do Senado Federal aprovam melhorias para o transporte urbano

Dois projetos de lei que contemplam o setor foram aprovados no Senado Federal e preveem a redução dos custos do setor. Um deles é o PLC 310/2009, que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano (REITUP), aprovado na quarta-feira, dia 17, pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
 
O projeto prevê entre outras a redução a zero das alíquotas da Cide, do PIS-Pasep e da Cofins incidentes sobre a prestação dos serviços de transporte urbano e na aquisição de insumos, como combustíveis e componentes de veículos. Agora, o PLC será votado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para, em seguida, ir à sanção presidencial.
 
Na mesma reunião, a CI aprovou o PLS 268/12, que concede isenção da Cofins e do PIS-Pasep incidentes na aquisição de veículos para o transporte coletivo com capacidade para mais de 10 passageiros. O PLS também segue para a CAE em caráter terminativo e, em seguida, para a Câmara dos Deputados.

Para o relator, senador Vicentinho Alves (PR-TO), a redução do custo de compra dos veículos estimula a renovação e expansão da frota do transporte público, o que gera reflexos positivos na qualidade do serviço. “Tome-se como exemplo a capital colombiana Bogotá que, ao reformular o sistema, melhorou a prestação do serviço a todas as camadas da população”, citou.
 
Fonte: Setransp-Aju

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Táxi elétrico será apresentado no Salão do Automóvel de SP

A 27ª edição do Salão do Automóvel de São Paulo, que ocorre entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro, no Parque Anhembi, contará com mais de 40 marcas nacionais e internacionais, além de mais de 450 modelos de automóveis. Porém, um em especial deve chamar bastante a atenção do público: o Leaf, o modelo elétrico fabricado pela montadora japonesa Nissan.

Os carros elétricos estão associados ao futuro, pelo menos no Brasil, mas em breve podem começar a fazer parte da rotina dos paulistanos. Tudo isso porque a Nissan participa de um plano piloto com taxistas de São Paulo, coordenado pela Prefeitura, para testar a possibilidade de integrar modelos "verdes" na frota da cidade.

Dois modelos do Leaf, expostos no Salão do Automóvel, já circulam desde junho adaptados como táxis pelas ruas de São Paulo, mais precisamente no ponto localizado na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, uma das regiões mais movimentadas da capital.

Segundo coordenadores do programa, até o fim do ano mais oito carros elétricos da Nissan serão incorporados à frota. Segundo nota da Prefeitura, os táxis movidos a energia elétrica em São Paulo darão credibilidade e segurança ao modelo e devem encorajar ações similares em outras grandes cidades brasileiras. A prefeitura paulistana estuda adotar uma medida que reduza a carga tributária para taxistas que aderirem aos carros elétricos.

No Brasil, por enquanto, não existe nenhuma política de incentivo a tributação de um carro "verde' é a mesma de um modelo movido a gasolina com motor acima de dois litros, o que faz com que um carro elétrico como o fabricado pela Nissan não custe menos de R$ 200 mil.

Bem diferente do que ocorre nos Estados Unidos, onde um carro como o Leaf é vendido por apenas US$ 30 mil (cerca de R$ 60 mil). Esse valor é reduzido significativamente por causa do bônus concedido pelo governo americano que prevê uma série de benefícios para quem adquirir veículos com "propulsão alternativa".

A Nissan espera que após o Salão do Automóvel de São Paulo, o Leaf passe de um carro de "vitrine" para uma realidade no país. Os planos da montadora japonesa são ousados: entrar com força no mercado brasileiro até a Copa de 2014. Ou alguém dúvida que num mundo sustentável de hoje os carros elétricos sejam o veículo do futuro ¿ e do presente?

Fonte: Terra.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Governo não concede benefícios a carros elétricos

Com o gasto para percorrer 120 km em um carro a gasolina, seria possível reabastecer o carro elétrico dez vezes e andar até 1.170 km.

Abastecer um carro a gasolina é dez vezes mais caro que carregar um modelo elétrico. Apesar disso, os elétricos não foram contemplados pelo programa federalInovar Auto, lançado neste mês e que tem como principal medida dar benefícios fiscais em troca de maior eficiência energética.

Por ainda não ter categoria própria na tabela de impostos da Receita Federal, os carros elétricos são tributados como outros, e sobre eles incidem 25% de IPI. Para os importados, há ainda 35% de alíquota de Tarifa Externa Comum. Automóveis convencionais 1.0 pagam 7% de imposto e, se cumprirem metas de redução de consumo, podem ter essa alíquota diminuída.

Os veículos elétricos não são os carros do futuro, são os carros do presente, diz Fábio Maggion, supervisor de planejamento estratégico da Mitsubishi no Brasil. Segundo ele, um fator que impede a expansão é o preço. E isso é culpa dos altos impostos. De fato, um modelo não sai por menos de R$ 200 mil. São vendidos hoje somente por encomenda e há menos de cem unidades no País, a maior parte utilizada por empresas de energia.

Uma mudança tributária já aliviaria a diferença. Maggion calcula que, sem impostos, o custo de um i-MiEV (modelo elétrico da Mitsubishi) seria de R$ 90 mil, em vez de R$ 200 mil. Nos EUA, o carro sai por US$ 20 mil. Se o preço do elétrico fosse competitivo, a vantagem de custo seria imbatível. Com o gasto para percorrer 120 km em um carro a gasolina, seria possível reabastecer o carro elétrico dez vezes e andar até 1.170 km.

Fonte: seminovos.org