quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Veículos de emergência também têm regras de circulação

Muitos motoristas se questionam sobre a conduta de quem dirige veículos de emergência. Como se sabe, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que “veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias” têm prioridade no trânsito e podem circular livremente. Agora, essa liberdade permite, por exemplo, andar em cima de calçadas, furar o sinal vermelho e andar na contramão?

De acordo com o tenente-coronel Loemir Matos de Souza, comandante do Batalhão de Trânsito de Curitiba, no Paraná, (BPTran), por terem preferência no trânsito com relação aos veículos comuns, os carros de socorro, se necessário, podem realizar este tipo de manobra, porém tais ações devem ser executadas com a devida sinalização da sirene e de dispositivos luminosos. Segundo o comandante “este tipo de manobra não é recomendável, mas desde que realizadas de acordo com os limites de segurança, os veículos de socorro têm preferência”.

Acidentes durante o deslocamento de viaturas de salvamente são raros, mas acontecem principalmente em cruzamentos. Em Curitiba, de janeiro a dezembro de 2010, foram registrados 176 acidentes de trânsito com veículos oficiais de socorro, como polícia e ambulâncias. Isso representa uma média de 14 acidentes por mês, revela BPTran. “Muitos motoristas andam com o vidro fechado e o ar condicionado e som ligados. Por isso, podem não escutar o barulho das sirenes durante o deslocamento”, acrescenta o coronel.

Segundo o Seguro de Danos Pessoais causados por Veículos automotores de Via Terrestre, o DPVAT, cerca de 147 pessoas morrem no trânsito brasileiro diariamente. Só no primeiro semestre deste ano, foram 26.894 mortes.

Curso de condutor de veículos de emergência
Motoristas de veículos de socorro passam por um treinamento de condutores de acordo com a resolução n°168/2004 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Dentre os temas abordados estão Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Respeito ao Meio Ambiente e Convívio Social no Trânsito e Relacionamento Interpessoal.

Os pré-requisitos são: ser maior de 21 anos; estar habilitado em uma das categorias “A”, ”B”, ”C”, ”D” ou “E”; não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos 12 meses e não estar cumprindo pena de suspensão ou cassação do direito de dirigir. 

Fonte: Mariana Czerwonka Portal do Trânsito

terça-feira, 13 de novembro de 2012

No Rio de Janeiro, Petrobras testa biodiesel B20

Essa fase é parte das avaliações finais após os testes de campo realizados em diferentes regiões do país. A frota, composta por oito veículos, já rodou 100 mil quilômetros desde 2011, passando por Bahia, Sergipe, Alagoas, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, em circuitos urbanos e rodoviários, e submetida a diferentes condições climáticas.

A próxima fase será a avaliação de emissões e do desempenho dos motores em bancada de testes, seguida de análise do comportamento das peças e componentes. Todos os resultados serão comparados com os obtidos em veículos semelhantes, submetidos às mesmas condições de teste, porém usando o B5. A fase de avaliação de motores pelos fabricantes começa na próxima semana.

O objetivo do projeto de pesquisa é avaliar o comportamento dos motores com a utilização do B20. Hoje, o óleo diesel comercializado no país recebe, obrigatoriamente, uma adição de 5% de biodiesel (B5). Após essa etapa de testes, que ocorre em uma pista do Exército em Barra de Guaratiba, os motores dos veículos - modelos Ford Ranger (tecnologia Euro III) e Ford Transit (tecnologia Euro IV) - serão enviados aos fabricantes. A frota possui quatro veículos com B20 e quatro com B5.

Iniciado em setembro de 2010, o projeto - conduzido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) - é realizado em parceria com a Petrobras Biocombustível, a Petrobras Distribuidora, a Universidade de Salvador (Unifacs) e conta com a participação da Ford, Michelin, SENAI/Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia), da MWM International, da Mahle Metal Leve, da Continental e da TI Automotive.

Testes de desempenho - A avaliação nos veículos é feita por meio de ensaios de retomada e aceleração, e consistem na medição do tempo necessário ao veículo para sair de uma velocidade e alcançar uma outra, em aceleração máxima. As distâncias, as velocidades e os tempos de deslocamento são medidos com precisão por meio de um sensor ótico instalado na lateral do veículo. O equipamento utilizado, um Correvit Acqua L350, conta também com sistemas de aquisição de dados e de controle automático dos pontos de início e de fim da aceleração.

Fonte: Expresso MT

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pessoas aprendem a pedalar no parque da Sementeira

Força de vontade. Era isso que bastava para as pessoas que foram neste domingo, 11, ao parque da Sementeira para aprender a andar de bicicleta. A iniciativa foi promovida pela ONG Associação Ciclo Urbano, que pela segunda vez proporcionou que mais pessoas fossem instruídas.
E com uma bicicleta na mão, a publicitária Nathalie Fontes resolveu ir ao parque. Apesar de já saber andar, ela conta que foi instigada a participar da ‘Escola Bike Anjo’ para aprender a se portar quando estiver trafegando no trânsito.
Ao contrário de Nathalie, Auxiliadora Souza nunca aprendeu a andar de bicicleta. Porém, estimulada também pela vontade de aprender, ela foi a Sementeira acompanhada de sua filha, Mel Oliveira.
“Nunca consegui andar de bicicleta. Tentei pedalar até os 14 anos, mas como caía muito, acabei desistindo”, revela Auxiliadora, complementando que, mesmo acreditando que já tinha passado da hora de aprender, resolveu tentar mais uma vez.
“Não sei se vou conseguir, mas vou tentar realizar meu sonho. Se aprender, comprarei uma bicicleta para mim e minha filha, e vamos passear por aí”, declara Auxiliadora.
Já a designer Mel, que alega nunca ter andado sozinha de bicicleta, relata que esta era a oportunidade de aprender. “Já tinha tentado pedalar, inclusive por conta própria, mas nunca deu certo. Agora quero aprender para passear no fim de semana”, relata.
Escola Bike Anjo
De acordo com o presidente da ONG Associação Ciclo Urbano, Luciano Aranha, a Escola Bike Anjo objetivou não só ensinar as pessoas a pedalarem, como também conscientizá-las com relação ao trânsito.
“Estamos fazendo com que as pessoas exerçam a cidadania em sua expressão máxima. E nós conseguimos fazer isso apenas mostrando os direitos e também os deveres que todos os ciclistas possuem”, pontua.
Fonte: Portal Infonet