sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os riscos de mandar mensagens pelo celular no trânsito

Enviar SMSs a partir da tecnologia de reconhecimento de voz enquanto se dirige gera mais distração do que ouvir rádio ou falar com o carona, afirma um estudo publicado na última quarta-feira nos Estados Unidos.

Pesquisadores da Universidade de Utah desenvolveram novas técnicas para medir a distração cognitiva dos motoristas.

Os 32 participantes do estudo se submeteram a uma série de testes realizados em automóveis e em simuladores, usando um capacete com sensores capazes de detectar os movimentos e reações.

Os primeiros resultados da pesquisa mostraram que o envio de mensagens de texto através da nova tecnologia de reconhecimento de voz - já presente em muitos veículos - gera uma distração maior para o motorista do que ouvir rádio ou conversar com o carona.

"Isto indica claramente que instalar sistemas de reconhecimento de voz nos veículos pode ter consequências imprevisíveis, afetando a segurança nas estradas", destacaram os pesquisadores, que tiveram sua pesquisa financiada pela Fundação AAA para a segurança no trânsito.

"O fato de a nova tecnologia permitir o motorista manter seus olhos na pista não quer dizer que seja possível garantir a segurança total quando o veículo está em movimento", explicaram.

Os 12 homens e 20 mulheres que participaram do estudo - com idades entre 18 e 33 anos - sofreram algum acidente de trânsito e reconheceram utilizar regularmente seu celular enquanto dirigem.

Um comunicado do Conselho Nacional de Segurança publicado no ano passado descobriu que 24% dos acidentes de trânsito nos Estados Unidos estão relacionados ao uso do celular enquanto se dirige, apesar das proibições em muitos estados do país.

Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Maioria de motociclistas que sofrem acidentes de trânsito são jovens

A cada ano observa-se um aumento não só na frota total de veículos circulantes no Brasil, mas especialmente, no número de motocicletas nas ruas. Em 2008, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) o número de motos existentes já era de 13,1 milhões, e representava 24% do total nacional de veículos.

Com o crescimento da frota de motocicletas, surgem também consequências geradas por tal fato.

De acordo com o “Mapa da violência 2011: acidentes de trânsito”, a única categoria que concentra mortalidade na faixa jovem é a dos motociclistas, com taxas extremamente elevadas dos 19 aos 22 anos de idade. Em 2008, o número de óbitos de jovens motociclistas foi de 4.447 vítimas, enquanto que as mortes registradas por acidentes de trânsito com carros foram de 2.269 no mesmo ano.

Segundo o especialista de trânsito, Celso Alves Mariano, a utilização deste meio transporte está associado a seu baixo custo e estímulos de compra, a economia de combustível, além de, muitas vezes a moto ser o passaporte para o acesso do jovem ao mercado de trabalho.

Para Mariano, dentre todos os veículos automotores, a moto é, sem dúvida, o de maior atração, já que representa a sensação de liberdade e autonomia tão desejada por todos, principalmente pelos jovens.
 
Dentre os problemas citados pelo especialista ao analisar as causas do intenso envolvimento de motos em acidentes graves e fatais está no fato dos CFCs (Centros de Formação de Condutores) prepararem os alunos muito mais para as provas do que propriamente para o trânsito.

Segundo Mariano, mesmo nos bons CFCs, o resultado do processo é ruim, pois, de um lado o aluno, seu cliente, quer apenas passar na prova e chegar a CNH. 

De outro, os Detrans fazem perguntas tolas ou pouco importantes nas provas, colocando os CFCs na obrigação de ensinar bobagens aos alunos. “A sociedade está perdendo a preciosa oportunidade de formar adequadamente os novos condutores”, afirma o especialista.

Quanto às aulas práticas, Mariano classifica como um “faz de conta” vergonhoso, onde o aluno é apenas adestrado para o teste do DETRAN. Assim, chegar a CNH para conduzir uma moto é perigosamente fácil: “no dia seguinte, já teremos mais um motociclista sem experiência nas ruas, muitas vezes transportando cargas ou pessoas. A qualidade na formação para a CNH Categoria A, está abaixo do mínimo aceitável”, lamenta Mariano.

O especialista cita dois grandes problemas: um de educação, pois não há uma formação adequada, e outro de cidadania, pois existe o faz de conta da formação. “A primeira habilitação acontece uma única vez e, portanto, precisa ser bem feita”, resume o especialista.

Em acréscimo aos problemas na formação, a falta de fiscalização também contribui para os resultados obtidos. De acordo com Mariano, se houvesse de fato um esforço legal para cumprir tudo o que está no Código de Trânsito de Brasileiro e nas Resoluções, a redução no número de mortes já seria bastante significativa.

Habilitação aos 16 anos

 O ex-deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) apresentou no ano passado, um projeto de Lei que permitia que o jovem tirasse carteira de motorista aos 16 anos e que, em casos de acidentes, estes jovens fossem punidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente com medidas como advertências, prestação de serviços comunitários e internação por até três anos em estabelecimento educacional.

O projeto foi arquivado, pois o deputado não foi reeleito, mas a tramitação causou polêmica ao propor tais mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

Fonte: Mariana Czerwonka (Portal do Trânsito)

Simulador de direção veicular será obrigatório a partir do dia 30

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu que será obrigatório o uso do Simulador de Direção Veicular em todos os Centros de Formação de Condutores (Autoescolas) do país, para habilitação na categoria “B”. As autoescolas terão até o dia 30 de junho de 2013 para se adequar às normas estipuladas para o uso do equipamento. O objetivo é utilizar a tecnologia para qualificar a formação de novos condutores e ter mais segurança no trânsito.

O protótipo do simulador está no estande do Ministério das Cidades, no 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, para conscientizar os motoristas sobre a necessidade de cumprir as regras no trânsito. O estande é uma das ações da Campanha Permanente para Redução de Acidentes no Trânsito, do Governo Federal, para reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2020. “O simulador será mais um instrumento que qualificará o treinamento dos novos motoristas, para evitar acidentes nas ruas”, disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

A coordenadora-geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Transito (Denatran), Cristina Hoffmann, afirmou que o motorista enfrentará as aulas práticas com mais segurança, após o treinamento virtual no simulador. “Os futuros condutores poderão passar por situações que irão permitir o domínio do veículo e a atenção necessária e indispensável à segurança no trânsito”, disse. Segundo a educadora de trânsito, o maior número de acidentes no Brasil está associado à imprudência ao volante.

A simulação na prática de direção veicular deverá ser ministrada em equipamentos homologados pelo Denatran, sob a fiscalização dos órgãos executivos estaduais de trânsito e do Distrito Federal. Serão cinco aulas de 30 minutos com conteúdo didático, como conceitos básicos de condução, marchas, aprendizado de circulação em avenidas, curvas, estradas, vias de tráfego, regras de segurança, congestionamento e em situações climáticas e de risco.

Os futuros condutores só poderão utilizar o simulador após o cumprimento da carga relativa às aulas teóricas-técnicas, e antes da realização do exame teórico. As aulas serão ministradas pelo instrutor de trânsito, o diretor de ensino, ou o diretor geral do Centro de Formação de Condutores (CFC), que deverá acompanhar e supervisionar de perto cada candidato. O equipamento poderá ter o seu uso compartilhado por um ou mais autoescolas.

Para a implantação do simulador nas autoescolas, foi necessária alterações na Resolução Contran nº 168/2004, que institui as normas e procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos, e na Resolução Contran nº 358/2010, que trata de procedimentos de credenciamento de instituição ou entidades publicas ou privadas voltadas ao aprendizado de candidatos e condutores.

Estudos - O “National Center Injury ”, instituto do governo americano, realizou uma pesquisa que comprova que o uso do simulador pode reduzir pela metade o número de acidentes, nos 24 primeiros meses após aprovação da habilitação. Os estudos mostram que o equipamento desenvolve as habilidades sensoriais e motoras do motorista, assim como os conhecimentos teóricos das regras de trânsito e o autocontrole emocional.

A campanha permanente faz parte do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito (Parada) assinado no ano passado pelo governo brasileiro, em resposta à decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), de instituir o período de 2011 a 2020 como a Década da Segurança no Trânsito.

Após a reunião do Contran, os conselheiros visitaram o estande do Ministério das Cidades no 27º São Internacional do Automóvel, no Parque do Anhembi, em São Paulo.

Fonte: Denatran