sexta-feira, 24 de maio de 2013

Criança Segura recebe prêmio por reduzir lesões infantis em acidentes

A cada ano morrem no Brasil cerca de 1.800 crianças vitimas de acidentes de trânsito. Este número está em redução graças, em parte, ao trabalho da Criança Segura Brasil, ONG membro da Safe Kids Worldwide e que nesta quinta-feira recebeu em Madri um dos prêmios sociais da Fundação Mapfre.

O prêmio foi recebido pela coordenadora nacional da ONG, Alessandra Françoia, e pela coordenadora de mobilização, Lia Gonsales. Em entrevista à Agência Efe, as coordenadoras expressaram a satisfação pelo prêmio, entregue pela rainha Sofia, e afirmam que o reconhecimento motivará até mais o trabalho que realizam.

Embora a ONG tenha iniciado em 2001 o trabalho de prevenção de lesões infantis em acidentes, o prêmio foi concedido pela campanha de formação iniciada em 2010 para sensibilizar e formar profissionais em matéria de segurança viária.

Mais de 26 mil pessoas já se beneficiaram, de forma direta ou indireta, dos cursos on-line e presenciais, dirigidos por professores, agentes de trânsito, bombeiros e médicos, entre outros.

O objetivo da Criança Segura Brasil é reduzir em 25% o número da mortalidade infantil em acidentes até 2015. Até agora, seu trabalho contribuiu para que o número de crianças mortas nas estradas brasileiras caísse de 2.500, taxa registrada nos anos anteriores, para 1.800.

Na entrevista à Agência Efe, Alessandra e Lia ressaltaram algumas conquistas da associação, entre elas a de que o Governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso dos sistemas de proteção de crianças nos veículos e dos quais 57% da população já faz uso.

A ONG também conseguiu participar do Conselho Nacional de Tráfego do Brasil, mas as coordenadoras reconhecem que "ainda falta muito para fazer" em matéria de segurança infantil e pedem ao Governo brasileiro mais envolvimento, uma vez que as prioridades do Executivo são o controle da velocidade e do álcool.

Segundo a ONG, as crianças e os idosos são mais suscetíveis a sofrer atropelos, por isso pedem a presença de agentes de tráfego nas proximidades dos colégios, melhor sinalização e mais calçadas.

Embora considerem que a lei de tráfego no Brasil seja "muito boa", as duas coordenadoras acham que a lei não é aplicada da maneira correta e que as infrações não são controladas de forma eficaz.

Alessandra e Lia advogam pela melhora das infraestruturas viárias mas, sobretudo, pela educação e a prevenção para diminuir os acidentes no trânsito.

Ambas gostariam de conseguir uma redução tão significativa no número de acidentes, como aconteceu na Espanha, e avaliaram o compromisso de entidades como a Fundação Mapfre.

A Fundação pertence à seguradora espanhola Mapfre e o prêmio concedido pela empresa têm um valor de 30 mil euros cada.

Fonte: Terra Brasil

Veja quando trocar óleo do motor, caixa e direção hidráulica

Até o mais desligado motorista sabe que precisa trocar o óleo do motor, mesmo que nem tenha ideia de quantos em quantos quilômetros. Mas você sabia que precisa substituir o óleo da caixa de câmbio? E da direção hidráulica?

Além de verificar o óleo do motor, é preciso checar também os óleos da caixa de câmbio e da direção hidráulicaSe você ainda não atentou para isso, é bom conversar com um especialista para ver a situação do seu veículo. Quase todos os automóveis trazem no manual de proprietário os prazos. O do motor, se você ainda não sabe, deve ser trocado em média entre 10 quilômetros ou seis meses (conforme a marca). Basta seguir à risca o modelo de óleo indicado pela montadora, a quantidade de litros e o prazo.

Uma dica importante é não considerar a cor do óleo de motor como fator de troca, observa Edmilson Santos, consultor técnico da Castrol Brasil. Trata-se de um grande mito. “É prática comum no mercado indicar a troca aos consumidores quando o óleo se encontra muito escuro. Porém, o fato do óleo estar escuro indica que ele é eficaz na limpeza do sistema, e não que se encontra em más condições de uso”, diz Edmilson.

Caixa
Já o óleo da caixa de câmbio que fica entre as engrenagens tem durabilidade bem maior. Em média, as montadoras recomendam a troca a cada 50 mil quilômetros ou após três anos de uso. Ele não costuma baixar o nível, salvo se ocorrem vazamentos. O óleo, porém, é diferente do de motor, bem mais grosso. A substituição é necessária porque o lubrificante antigo com o passar do tempo perde viscosidade e pode provocar ruídos e desgaste acentuado nas engrenagens da caixa.

Direção hidráulica
Também tem durabilidade bem maior do que o óleo do motor. A data recomendada para o lubrificante da direção hidráulica varia de marca para marca de carro, mas em médica fica entre 35 mil e 50 mil quilômetros. O fluído vencido pode causar o desgaste das peças da caixa de câmbio e, neste caso, o prejuízo pode ser grande se as peças quebrarem. Assim como o óleo do motor, o reservatório da direção hidráulica (fica próximo ao motor) tem nível mínimo e máximo. Não deixe ficar fora dessa faixa. Abaixo ou acima do nível pode prejudicar o sistema e deixar o volante pesado.

Fonte: TERRA

Bicicletas devem circular pela direita da pista. Quem disse???

Já se tornou notória a ideia de que o ciclista deve se deslocar pela direita da pista de rolamento, no sentido dos demais veículos, quando não houver faixa ou via exclusiva, ciclofaixa ou ciclovia. O fato de ciclofaixas serem colocadas ao lado esquerdo das pistas já foi motivo de protestos, inclusive em Curitiba, o que não procede, pois a sinalização prevalece sobre a regra geral (Art. 89 do CTB), e nesse caso a ciclofaixa poderia estar a direita, esquerda ou até no meio da pista, inclusive com duplo sentido que não haveria ilegalidade, apesar de algumas autoridades menos cautelosas terem feito coro a essa impropriedade.

Mas nosso tema de hoje irá questionar se existe algum dispositivo legal no Código de Trânsito  que estabeleça que bicicletas devam circular pela direita da pista quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento no caso das rodovias. Há apenas dois dispositivos legais no CTB que dariam suporte a essa reflexão, que são o inciso IV do Art. 29 e o Art. 58.

CTB Art. 29. ...

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;

A conjunção aditiva implica que as duas condições devam ser atendidas, quais sejam, ser mais lento e de maior porte simultaneamente. A bicicleta não atende a nenhum nem individualmente quanto mais simultaneamente. Os desafios intermodais estão aí para provar que no trânsito intenso a bicicleta não é o veículo mais lento, e pelo contrário, consegue se manter numa velocidade média muito superior à dos demais veículos. Quanto a ser o de maior porte, nem vamos comentar. Por esse dispositivo a bicicleta não só não teria que ocupar a pista da direita quanto não deveria.

CTB

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Gramaticalmente não está claro a pista dupla se refere apenas às vias rurais ou também às urbanas, mas isso não compromete a reflexão pois no caso de vias rurais (rodovias) já existe o acostamento e nas rodovias a bicicleta tende a ser mais lenta conforme o dispositivo anteriormente citado, mas como o problema não está nelas, e sim nas vias urbanas, se elas forem de pista dupla o bordo da pista fatalmente será do lado direito, porém nas vias de sentido único haverá bordo do lado direito e esquerdo, e nesse caso a bicicleta poderia circular junto a qualquer um deles, tanto na direita quanto na esquerda.

Nossa conclusão é que não há nenhum dispositivo legal que determine que não havendo faixa ou via exclusiva, ou acostamento, o ciclista deva circular pela direita nas vias urbanas de sentido único.

Fonte: Marcelo Araújo Portal do Trânsito